quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Canal da Jani. Analisando o Sagrado.


 Canal da Jani. Analisando o Sagrado.

O Nosso Canal é um  espaço onde a psicanálise e a espiritualidade se entrelaçam para oferecer insights profundos sobre a mente e a alma. 

Em nosso canal da Jani  você encontrará uma rica coleção de vídeos que exploram como a psicanálise pode iluminar caminhos espirituais, ajudando você a entender melhor suas emoções, desejos e o seu verdadeiro eu.  Junte-se a nós em discussões envolventes sobre temas como autoconhecimento, meditação, sonhos e o papel da espiritualidade na saúde mental. Compartilho aqui conhecimento valioso e práticas transformadoras que podem enriquecer sua jornada de auto descoberta. Analisando o sagrado no candomblé.Inscreva-se e faça parte de uma comunidade vibrante que busca a harmonia entre a razão e a espiritualidade. Desperte seu potencial interior e percorra conosco este caminho de autoconhecimento que promove não apenas um bem-estar psicológico, mas também espiritual. Venha se conectar, refletir e crescer — sua evolução começa aqui! Ori, orixá : psicanálise, espiritualidade, autoconhecimento, meditação, saúde mental, transformação pessoal, sonhos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Magé, o único quilombo da Baixada Fluminense reconhecido pelo Ministério da Cultura ainda luta para sair do esquecimento

Margeando a linha férrea que cruza Magé, o único quilombo da Baixada Fluminense reconhecido pelo Ministério da Cultura ainda luta para sair do esquecimento. Apesar de homenagear a escrava guerreira que fundou um quilombo na cidade, o Maria Conga não tem motivos para comemorar, o mes da Consciência Negra.
Rosiele Ribeiro (a direta),  30 anos, que nasceu no Maria Conga.
— Não temos água encanada, saneamento básico, escola ou asfalto. Em pleno século 21, continuamos num quilombo — desabafa o montador José Carlos Marinho da Conceição, de 50 anos, sintetizando uma ideia comum entre as 180 famílias do Maria Conga.
Tataraneta de Dona Candinha, moradora que conheceu a escrava Maria Conga, Michelle Franco, de 30 anos, lamenta que nem a importância histórica teve forças para fazer o bairro se desenvolver.
— Não adianta falarmos que estamos num lugar histórico, se falta tudo por aqui — diz Michelle.
Certificado em 2007 pelo Ministério da Cultura, o Maria Conga é um dos 24 reconhecidos no Rio de Janeiro. Porém, pouco conserva da história dos antepassados. A vertente onde a escrava lavava roupas, por exemplo, está escondida na mata de um terreno alugado por Rosiele Ribeiro, de 30 anos, que nasceu no Maria Conga.
— Vi a placa do sítio e, só então, descobri que eu estava num quilombola — revela, orgulhosa.


Moradora do quilombo Maria Conga leva a filha nas costas
Sobrinha de Honório Martins, que conviveu com a escrava, Ivone de Mattos Bernardo, de 48 anos, fundou o Centro Social Quilombo Maria Conga para tentar manter viva a história do quilombo.
— Apesar de os moradores viverem em harmonia, é preciso ser guerreiro como Maria Conga para continuar aqui. Será mais um 20 de novembro de lamentações — desabafa.
Segundo o prefeito de Magé, Nestor Vidal, este deve ser o último Dia da Consciência Negra que os moradores do Maria Conga passarão no esquecimento. A prefeitura criará a Divisão da Consciência Negra para desenvolver políticas específicas para o setor.
— Temos parte da história do Rio de Janeiro e não vamos esquecê-la — garante.
Segundo a história, Maria Conga nasceu na África, em 1792. Junto com a família, chegou ao Brasil num navio negreiro, em 1804, desembarcando na Bahia. Separada dos pais e dos irmãos, foi vendida para um senhor de engenho em Salvador e batizada com o nome de Maria da Conceição. Aos 18 anos, chegou a Magé após ser vendida para um alemão no porto de Piedade. Com 24 anos, foi vendida novamente. Desta vez, para o conde alemão Ferndy Von Scoilder. Maria Conga ganhou a liberdade 11 anos depois.
Aos 35, ela fundou o quilombo para proteger os refugiados. Aos mais próximos, contava ter sido estuprada pelo senhor de engenho e que ele tinha tomado o corpo dela, mas não a alma. Morreu em 1895. Em 1988, Magé proclamou Maria Conga heroína da cidade.
Fonte:/extra.globo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Absurdo...O "ESTUPRO CORRETIVO

O "estupro corretivo", uma prática horrenda de estuprar lésbicas para "curar" a sua sexualidade, se tornou uma crise na África do Sul.
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Millicent Gaika (foto acima) foi atada, estrangulada e estuprada repetidamente durante um ataque no ano passado. Ativistas sul-africanas corajosas estão arriscando as suas vidas para garantir que o caso da Millicent desperte mudanças. O seu apelo para o Ministro da Justiça repercutiu tanto que conquistou 140.000 assinaturas, forçando o ministro a responder ao caso em rede nacional.
Se muitos de nós aderirem, conseguiremos amplificar esta campanha, ajudando a conquistar ações governamentais urgentes para acabar com o "estupro corretivo". Vamos exigir que o Presidente Zuma e o Ministro da Justiça condenem publicamente o "estupro corretivo", criminalizem crimes de preconceito e liderem uma guinada crucial contra o estupro e homofobia no país.


Leia materia completa: Assine a petição agora e divulgue: PARE O "ESTUPRO CORRETIVO" - Portal Geledés 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

História Geral da África

História Geral da África

 História Geral da África


Em 1964, a UNESCO dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar.

Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar estrangeiro. Estavam completas as quase dez mil páginas dos oito volumes da Coleção História Geral da África, editada em inglês, francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990.

Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. Para disseminar entre a população brasileira esse novo olhar sobre o continente, a UNESCO no Brasil, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (SECAD/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), viabilizaram a edição completa em português da Coleção, considerada até hoje a principal obra de referência sobre o assunto.

O objetivo da iniciativa é preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional.

O Brasil e outros países de língua portuguesa têm agora a oportunidade de conhecer a Coleção História Geral da África em português. A coleção foi lançada em solenidade, em Brasília, com a presença dos ministros de Educação e Cultura.

Faça aqui o download da coleção.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UM POUCO DE TEOLOGIA YORUBANA.

O ar e as águas moveram-se conjuntamente e uma parte deles mesmos, através de uma interação própria, transformou-se em lama. Dessa lama originou-se uma bolha ou montículo, primeira matéria dotada de forma, um rochedo avermelhado e lamacento. Olorún admirou essa forma e soprou sobre o montículo, insuflando-lhe seu hálito e dando-lhe vida. Essa forma, a 1º dotada de existência individual, um rochedo d laterita, era Exú. Exú é o primeiro nascido da existência, símbolo de elemento procriado. Essa história foi recitada pelo Sr. David Agboola Adeneji, ancião de Iwo, na Nigéria.

A relação entre Olorún, proto-matéria do universo, o hálito - èmí - e o òfurufú , ar divino, com o elemento existencial que dá a vida o èmí é indiscutível. A posição de Orixalá na escala hierárquica e sua relação com o elemento água são igualmente indiscutíveis.

Os mitos revelam que, em épocas remotas, o aiyé e o orún não estavam separados. A existência não se desdobrava em dois níveis e os seres dos dois espaços iam de um lado à outro sem problemas. Os orixás habitavam o aiyé e os seres humanos podiam ir ao orún e voltar. Foi depois de uma interdição é que a existência de desdobrou.

Canal da Jani. Analisando o Sagrado.

 Canal da Jani. Analisando o Sagrado. O Nosso Canal é um  espaço onde a psicanálise e a espiritualidade se entrelaçam para oferecer insights...